Nave Drassa

    A Nave Drassa nasceu do grito entalado na garganta, da lágrima que lava o rosto ao ver o sofrimento, a fome e o desalento. Desde 2016, cantamos nossas percepções de mundo e as traduzimos em som, imagem e movimento, buscando encontrar maneiras de expressar essa urgência, essa carência, e construir pontes que nos levem para um lugar mais justo.

Começo


    Criada em São Francisco do Sul – SC no ano de 2016, durante o processo de gravação do álbum “Pedrada Na Vidraça”, trabalho solo do artista francisquense Tiago Constante, a Nave Drassa tem como marca indelével a luta por mudanças sociais, igualdade e respeito às diferenças e ao planeta.

    A estreia da banda aconteceu no dia 1º de janeiro de 2017, no palco do Festival Congresso Bruxólico, onde a banda executou o álbum na íntegra, seguido por uma sequência de apresentações do mesmo show em eventos da cidade.

    Fizeram parte da formação original da banda os artistas: Tiago Constante, Kelwin Grochowicz, Jeanine Rhinow, Rosane Bonaparte, Patrícia Menezes e Brendon Gral.

    De lá pra cá, a banda já passou por diferentes formações e períodos de maior ou menor atividade. Em 2018, entraram na banda a cantora, atriz e performer Fabiana Ferreira e o multi instrumentista, ator e bonequeiro Mario Negreth, inaugurando uma nova formação da banda, junto a Tiago e Kelwin, que dura até os dias atuais.

Segunda Formação


    Nesta nova formação a Nave Drassa iniciou o processo de criação de seu novo show, com o intuito de desenvolver a parte das performances, utilizando de variadas técnicas teatrais, de performance e circenses, bem como a utilização de recicláveis como parte da customização dos figurinos e adereços, capitaneados pela agora diretora de arte da Nave Drassa, Jeanine Rhinow, iniciando a pesquisa sobre a temática do lixo. Assim surgiu o show “PEDRADA”, que foi transformado em uma série de 13 videoclipes, gravados ao vivo no Cine Teatro X de Novembro, em São Francisco do Sul. A estreia dos videoclipes ocorreu entre janeiro e junho de 2019 no canal do YouTube da banda.

    Durante todo este processo de concepção do PEDRADA, a banda realizou diversas apresentações em eventos da cidade, com destaque para o Festival Não Vai Ter Coca, Palco Autoral da Festilha, Festival de Primavera do Casarão das Palmeiras e Festival de Verão do Casarão das Palmeiras. Em 2019, finalmente o show cênico musical “PEDRADA” foi apresentado ao público, em temporada no Casarão das Palmeiras, com apresentações no formato 100% acústico, sem uso de instrumentos elétricos, dispositivos eletrônicos ou de caixas de som.

Pandemia


    Em 2020, por conta da pandemia de COVID-19, a banda manteve o distanciamento social e não realizou atividades presenciais. As únicas apresentações foram realizadas em formato de live, contando apenas com a presença de Tiago e Fabiana, que são companheiros e dividem a mesma casa. Fora as lives, a Nave Drassa também lançou o videoclipe da música “Tempo”, também gravado em casa.

    Foi durante as gravações deste clipe, que surgiu outro elemento que viria a se tornar importante para a criação do “Planeta Lixo”: a sala da casa de Tiago foi transformada em um imenso amontoado de objetos, resíduos recicláveis, cartazes com frases de ordem, criando um cenário caótico para a performance da dupla.

Planeta Lixo


    Em 2021, com a reabertura gradual, a Nave Drassa retomou suas atividades com um objetivo em mente: criar um novo espetáculo! A banda foi convidada para participar da 1ª Mostra Tecer São Chico e esta seria a oportunidade que estávamos precisando para poder botar as ideias que estavam na cabeça para fora.

    Durante o processo de criação do novo show, ainda sem nome, a temática do lixo ganhou força quando resolvemos ampliar o que já vínhamos fazendo até agora e criar um grande cenário, todo composto de lixo, de onde a banda pudesse se fundir com o caos. Para isso, a Nave Drassa contou mais uma vez com o auxílio da diretora de arte Jeanine Rhinow e o trabalho conjunto da banda.

    Dentre os desafios para chegar no objetivo de um novo show também estava a composição conjunta de novas canções. Até então as músicas do repertório da banda eram de autoria de Tiago – ora sozinho, ora com parcerias – ou de Negreth.

    Durante os ensaios, a partir de uma sessão de improvisação, nasceu “Planeta Lixo”. A canção traz o questionamento central do espetáculo: “Para onde vai o lixo que você joga fora?”. “Não existe fora”, responde. O lixo está em todo os lugares: no mar, no ar que respiramos, na comida que nos alimenta.

    Após este processo de construção e lapidação do repertório, do cenário, figurinos e adereços houve, no final de 2021, o processo de gravação e registro do espetáculo. Por ainda estar em um período de transição pós-pandêmico, a Mostra Tecer São Chico foi realizada de forma online e, ao invés da realização de apresentações presenciais, optou-se por fazer o registro em vídeo das performances.

    Em novembro de 2021, reuniram-se no Casarão das Palmeiras: a banda, o iluminador Lucas Amado e a equipe de filmagens para criar o primeiro registro de “Planeta Lixo”. O lançamento da mostra aconteceu em abril de 2022, no canal do YouTube da Tecer Teatro.

Estreia nos Placos


    A estreia do “Planeta Lixo” nos palcos aconteceu também em abril de 2022, viabilizado pelo edital estadual da Lei Aldir Blanc. Foram 4 apresentações realizadas no Casarão das Palmeiras. Após a estreia, a banda realizou algumas apresentações de partes do espetáculo em eventos da cidade, porém sem o cenário completo.

    Em setembro de 2022 o videoclipe da música “Planeta Lixo”, retirado do registro da Mostra Tecer Teatro, foi selecionado para o festival de cinema FAM – Florianópolis Audiovisual do Mercosul, na categoria “Melhor Videoclipe”, ficando entre os 6 finalistas.

    Em julho de 2023 a Nave Drassa realizou sua primeira viagem para se apresentar fora de São Francisco do Sul, viabilizada pelo edital do Sesi Cultura Paraná. Foram 2 apresentações nas cidades de Londrina e Santo Antônio da Platina. Para estas apresentações foram construídos painéis com resíduos diversos, para criar um fundo para o palco que fosse mais fácil de transportar e de realizar a montagem e desmontagem.

Em 2024, o videoclipe de Planeta Lixo foi premiado no Festival Música em Foco, ganhando o troféu de Melhor Videoclipe Catarinense e sendo finalista na categoria Melhor Roteiro.

    Em 2025 realizamos a Turnê Lixo 2025 com apresentações no Teatro do Sesc, em Joinville; Casa de Cultura Dide Brandão, em Itajaí; e Cine Teatro X de Novembro, em São Francisco do Sul. Fomos também convidados a participar do 3º Festival de Cultura Ambiental, em Joinville. Cerca de mil pessoas assistiram ao Planeta Lixo naquele ano.